segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Alguns esclarecimentos!!!

Olá, pessoal. Boa tarde!




Bom, como eu havia falado no primeiro post deste bloguinho, meu conhecimento científico acerca de fissura lábio-palatina ainda é muito limitado, a maioria das informações que tenho, do ponto de vista da ciência, advém da época em que descobri que Davi nasceria com fissura. Confesso que li muita coisa que me confortou, me ajudou, mas por outro lado, li algumas coisas que só me faziam deixar angustiada. Eu nem tinha ainda meu filho nos braços e já imaginava tanto sofrimento pra ele. A sorte é que, muitas das coisas que li, constituíram-se em mitos e nem tudo ocorreu como o que li ou ouvi de algumas pessoas. Portanto, a maioria das coisas que aprendi foi mesmo na prática, na vivência com meu filho.



Agora, prestrando alguns esclarecimentos, gostaria de dizer que se você, mãe e pai de filho com fissura labio-palatina, por acaso leu, q a fissura pode não vim apenas isolada e pode estar associada à síndrome ou à diversas outras má formações, saiba que isto realmente é verdade. Contudo, a grande maioria de fissurados que eu conheço, nasceram apenas com a má formação labial ou labial e palatina. Além disso, qualquer outro tipo de má formação pode vim acompanhada de outras patologias, isso não é exclusividade do lábio leporino.





Com relação a melhor maneira de alimentar o bebê fissurado, eu colocava Davi na posição semi-sentada e o alimentava com aquelas chuquinhas da Lillo, pequenas e com um bico bem molinho de latex (nos primeiros dias de vida, eu o ajudava, apertando um pouquinho o bico para o leite sair mais facilmente e, assim, ele não se esforçava tanto na succção). Ele se adaptou muito bem. Ressaltando que, antes dele nascer, eu comprei várias mamadeiras apropriadas para criança com lábio leporino, inclusive comprei também os bicos da Nuk, porém os achei meio duros para a criança sugar e acabei optando pela chuquinha da Lillo, e deu super certo. Davi teve uns 3 episódios de cianose (ficava roxinho) no momento da alimentação, porém todos aconteceram antes dos três meses, e exatamente porque entrava um pouco de leite pelas vias nasais, haja vista que a fissura dele era muito extensa, mas quando eu peguei a prática ele nunca mais ficou cianótico.





Acreditem que seus filhos terão vida normal, se alimentarão perfeitamente bem, ganharão peso dentro da normalidade e serão como qualquer criança não-fissurada. Eu acreditei e sigo acreditando...




Quem tiver alguma dúvida ou quiser me fazer alguma pergunta, pode deixá-las aqui nos comentários que eu responderei com o maior prazer.




Bjs! Ana Laura

1 Comentários:

Às 9 de março de 2010 às 10:35 , Blogger A.N.S. disse...

Prezada Ana Laura, primeiramente parabéns pela disposição em falar sobre sua experiência como mãe de uma criança fissurada. Nosso filho também nasceu com fissura bilateral e palatina. Sofremos todas as suas angústias, apesar de termos na família uma pessoa fissurada (já com 35 anos). Hoje o Joao Vitor está com 8 meses (completados no ultimo dia 07) e super bem (10Kg. hehe). Nunca ví gostar tanto de mamar ... hehe. Nós utilizamos o bico da Nuk Medic Pro para fissura palatina(desde o nascimento até hoje), que foi o qual ele melhor se adaptou.
Antes do João nascer, nós visitamos o centrinho e fizemos contato com os profissionais de lá . Eles indicaram algumas mães de Brasília(onde moramos) para nos ajudar no começo. Foi ótimo, sem elas teria sido muito mais difícil. Também buscamos muito na internet e com especialistas e encontramos uma grande amiga (a Patrícia do blog fissurapalatina.blogspot.com) que nos ajudou bastante também (apesar de não nos conhecermos pessoalmente).
Enfim, esperamos poder contar com vocês para trocar experiências e tudo mais .
Felicidades.
Allan e Melissa

 

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